15/07/2008

* ABELARDO E HELOÍSA *

Quem nunca ouviu falar da história de amor de
Abelardo e Heloísa?
Dois célebres amantes que fizeram de tudo
para estarem juntos.
Não sei se é porque era proibido na época, mas
o fato é que os dois precisavam, almejavam,
ansiavam desesperadamente por estarem juntos...
E quanto mais proibido se tornava o romance entre os dois,
mais necessidade sentiam um do outro.



Abelardo e Heloísa


A hisória se passa em Paris, final da Idade Média.


Pedro Abelardo se formara em professor de Teologia, Filosofia e Lógica ao mesmo tempo, na Catedral de Notre-Dame. Sua fama de grande mestre se espalhara pela Região. E é assim que Heloísa, sempre muito literária e culta, se encanta por Abelardo...
Sem mesmo te-lo conhecido pessoalmente.

Heloísa, interessava-se pelas teorias polêmicas de Abelardo. Tentou aproximar-se dele através de seus professores, mas suas tentativas foram em vão.

Numa tarde Heloísa saiu para passear com sua criada Sibyle, e aproximou-se de um grupo de estudantes reunidos em torno de alguém. Seu chapéu foi levado pelo vento, indo parar justamente nos pés do jovem que era o centro da atenções, o mestre Abelardo. Ao escutar seu nome, o coração de Heloísa disparou. Ele apanhou o chapéu, e entregou-lhe.

Desde esse encontro, porém, Heloísa não conseguiu mais esquecer Abelardo. Fingiu estar doente, dispensou seus antigos professores e passou a interessar-se pelas obras de Platão e Ovídio, pelo Cântico dos Cânticos, pela alquimia e pelo estudo dos filtros, essências e ervas. Ela sabia que Abelardo seria atraído por suas atividades e viria até elas. Quando ficou sabendo dos estudos de Heloísa, conforme previsto por ela, Abelardo imediatamente a procurou.

Abelardo tornou-se amigo de Fulbert de Notre Dame, tio e tutor de Heloísa, que logo o aceitou como o mais novo professor de sua sobrinha, hospedando-o em sua casa, em troca das aulas noturnas que ele lhe daria. Em pouco tempo essas aulas passaram a ser ansiosamente aguardadas e, sem demora, contando com a confiança de Fulbert, passaram a ficar a sós. Fulbert ia dormir, e a criada retirava-se discretamente para o quarto ao lado. Em alguns meses, conheciam-se muito bem, e só tinham paz quando estavam juntos. Apaixonaram-se perdidamente.

Os problemas começaram a surgir. Ao mesmo tempo Sibyle, a criada, adoecera, e uma outra serva que a substituíra encontrou uma carta de Abelardo dirigida a Heloísa, e a entregou a Fulbert, que imediatamente o expulsou. No entanto isso não foi suficiente para separá-lo.
Heloísa preparou poções para seu tio dormir e, com a ajuda da criada Sibyle, Abelardo foi conduzido ao porão, local que passou a ser o ponto de encontro dos dois.

Uma noite, porém, alertado por outra criada, Fulbert acabou por descobri-los. Heloísa foi espancada, e a casa passou a ser cuidadosamente vigiada. Mesmo assim o amor de Abelardo e Heloísa não diminuiu, e eles passaram a se encontrar onde pudessem, em sacristias, confessionários e catedrais, os únicos lugares que Heloísa podia freqüentar sem acompanhantes a seu lado.

Heloísa acabou engravidando, e para evitar aquele escândalo, Abelardo levou-a à aldeia de Pallet, situada no interior da França. Ali, Abelardo deixou Heloísa aos cuidados de sua irmã e voltou a Paris, mas não agüentou a solidão que sentia, longe de sua amada, e resolveu falar com Fulbert, para pedir seu perdão e a mão de Heloísa em casamento. Surpreendentemente, Fulbert o perdoou e concordou com o casamento.

Ao receber as boas novas, Heloísa, deixando a criança com a irmã de Abelardo, voltou a Paris, sentindo, no entanto, um prenúncio de tragédia. Casaram-se no meio da noite, às pressas, numa pequena ala da Catedral de Notre Dame, sem nem trocar alianças ou um beijo diante do sacerdote.
O sigilo do casamento não durou muito, e logo começaram a zombar de Heloísa e da educação que Fulbert dera a ela. Ofendido, Fulbert resolveu dar um fim àquilo tudo. Contratou dois carrascos e pagou-os para invadirem o quarto de Abelardo durante a noite e arrancar-lhe o membro viril.

Após essa tragédia, Albelardo e Heloísa jamais voltaram a se falar. Ela ingressou no convento de Santa Maria de Argenteul, em profundo estado de depressão, só retornando à vida aos poucos, conforme as notícias de melhora de seu amado iam surgindo. Para tentar amenizar a dor que sentiam pela falta um do outro, ambos passaram a dedicar-se exclusivamente ao trabalho.

Abelardo construiu uma escola ao lado do convento onde se encontrava Heloísa. Todos os dias se viam , mas não se falavam.


Abelardo morreu, tempos depois. E passado mais alguns anos, chegou a vez de Heloísa.
Suas alunas resolveram que, pelo amor dos dois, deveriam ficar juntos ao menos após a morte.


Conta a lenda, que quando abriram a sepultura em que se encontrava Abelardo, este estava com o corpo intacto e com os braços abertos, como se estivesse à espera de sua amada.


Eis o local onde, enfim, Abelardo e Heloísa encontraram a paz.

Talvez, se esse amor tivesse acontecido nos dias atuais, teriam-no vivido intensamente, e por completo....?

Ou então, talvez, teriam se divorciado...?

http://www.somzera.com.br/midivoice/arq/E/evanescence_my_immortal.mid

5 comentários:

bete pereira da silva disse...

Não conhecia essa história, que comovente...

Rubinho Osório disse...

Parece até invenção, não é?
Ah, já te adicionei no meu blogline!

*Lia* disse...

kPois é Bete...comovente mesmo...
Fiquei com pena do rapáz...

*Lia* disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
*Lia* disse...

Rubinho, parece mesmo, mas é uma história real...
Legal que me add...
pode contar cmg sempre que
precisar...