18/11/2008


Ala vazia


Hoje esta parte da casa, tão vazia,
Tem luz do sol de tom tão diferente,
A mesma luz que tanto me sorria,
Que hoje me olha indiferentemente.

Ainda há marcas, cheiros de agonias
Em todo canto aqui por onde passo.
Lembro saudosa o sol de antigos dias,
Bem menos quentes do que o teu abraço.

Como me dói esta saudade muda,
Este silêncio que ficou aqui, A
bandonado, triste e sem ajuda,

Ao constatar que não estás ali,
Naquele canto onde restou desnuda
A mais intensa dor que já vivi.

Silvia Schimidt

19 comentários:

Viviana disse...

olá Lia linda,

Muito bela a imagem.

Muito belo o poema.

Houve um tempo quando eu descobri a Silvia Schimidt, que eu li muita coisa dela.

Tem coisas muito bonitas.
Eu gosto.

Tenha um bom entardecer, amiga linda.
Um abraço carinhoso
Viviana

Jardineiro de Plantão disse...

"padin padi ciço" - Não sou muito versado nas linguagens que as calorosas gentes do Brasil, utiliza, mas ao que me deu para rir no seu comentário, será qualquer coisa assim " padrinho padre Cícero" Romão Batista... é a esta ilustre personagem brasileira, que se refere?.

É que esta linguagem de 'come letras' do mais puro 'Mineiro', me deixa sempre um sorriso... desculpa.

Soneto bem bonito, o que colocou no seu post, triste mas bastante eloquente.

Abraço

bete disse...

Muito triste a dor de uma perda, não há palavras que console uma mãe não é mesmo.

Nossa lembrança e nosso carinho à amiga Antonia, nesse triste dia.

Renato Oliveira disse...

Olá Liazinha,

Que belo soneto d'uma autora que, para mim, é desconhecida!

Soneto triste, mas convincente que "fere" quem o interioriza!

Com uma bela imagem, de muito bom gosto,procurando o equilibrio com o tom do soneto!

Beijinho,

Renato

Multiolhares disse...

Não sei o porquê mas os poemas mais tristes são os que nos tocam mais fundo, que mais beleza contem
beijos

*** Cris *** disse...

Lindas palavras,linda expressão de sentimentos que devem ser eternizados. Bela escolha de eternizar esses momentos em forma de poesia
um abraço!

...EU VOU GRITAR PRA TODO MUNDO OUVIR... disse...

Amiguinha Lia!Muito bonito e já disse o poeta"...e todo grande amor só é bem grande se for triste...".

Poemas tristes são os que mais nos tocam a alma,linda escolha,beijos,Sonia Regina.

carmen disse...

Lia,

Que poesia linda, contrastando com o post anterior...

O coração é assim mesmo, ora quer, ora não quer... conforme o que lembramos no momento...

Será que o crime compensa???

Se não, parte para outra, moça...
não fique acarinhando esta dor, que acaba se transformando em deprê...

Falo isto por experiência própria, querida!

bjs

FRAN "O Samurai" disse...

Oi Lia!

Vim aqui retribuir seu comentário feito em meu cantinho virtual.

Senti muita tristeza em suas palavras...

Mesmo que sua vida tenha sido problemática e cheia de tristezas, nunca desista de buscar a felicidade, se teve poucos amigos antes, todo dia é dia de conhecer gente nova e fazer amizades. Nunca é tarde para ser feliz.

Pegue sua bolsa, coloque nela, bom senso, alegria, simpatia, coragem, humor, amor e autenticidade... Pronto! Está preparada para ir em qualquer lugar e com isso será sempre bem vinda.

Aproveite os dias, um de cada vez!

Sobre o poema, adorei muito, apesar de ter uma certa tristeza, mas é lindo mesmo assim...

Beijos Lia!

Rubinho Osório disse...

Belo soneto! Obrigado!

Pelos caminhos da vida. disse...

Passando aqui para desejar-lhe um bom dia e agradecer sua visita.

beijooo.

GUILHERME PIÃO disse...

A saudade, o vazio...é dolorido, mas passa...
Abraços

neli araujo disse...

Liazinha, minha querida!

Que belo poema!
Não conhecia esta poetisa Silvia Schimidt.

A imagem que escolheu também está muito linda, e evoca uma certa nostalgia, de alguém que partiu...

Então,linda, só posso deixar aqui o meu carinho, minha solidariedade e o meu "colinho" de amiga, para quando você quiser! O telefone "vermelho" também fica à sua disposição, minha querida!

beijinhos consoladores na minha amiguinha linda!

Neli

* O Cantinho da Lia * disse...

Meus queridos amigos, muito obrigada pelos comentáriaos...
Eu sou um pouco nostálgica mesmo, por natureza...
Mas digo à vocês de coração que eu não estou triste.
É que eu gosto de poemas tristes(não sei pq)...

Um beijo carinhoso em cada um de vocês.

Quase Trinta disse...

Ala vazia... sei como é isso, eu q sou um poço de nostalgia, sei como dói a saudade e os buracos que os espaços vazios deixam...
bjs

Gerly disse...

De saudade que dói, alas vazias e dor bem doída, eu quero muuuuuita distância, Lia.

Todos nós queremos, na verdade, embora sejam em sua maioria inevitáveis. Ou não, nós que não as evitamos quando estamos temporariamente cegos pela paixão. Sei lá!

Bjokas!

:o)

tossan disse...

Bela poesia! Gostei muito. Bj

FRAN "O Samurai" disse...

Olá Lia!

Deixei um MEME para você responder lá no meu Blog!

(Se quiser não respondê-lo fique a vontade)

Fui.

Anita disse...

Estive por aqui para ter oferecer flores com o aroma de felicidade e desejar-te um lindo dia abençoado.
Beijinhos.
Fica bem. Fica com Deus.
Anita (amor fraternal)